Belmonte, vila “anusim”

Posted On Dezembro 13, 2007

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Afinal sempre havia um padre Franco antes do Padre Rédito.

Procurei o primeiro, em retiro, numa escola eclesiástica junto da cidade de Guarda.

Perguntei-lhe pelos “anusim” de Belmonte.

Foi incapaz de me traduzir, num escorreito e liminar pensamento, tudo o que sabia sobre uma comunidade sofredora, ainda, de receios fundados.

Nos anos 6o do século passado ainda costume, na Páscoa, um ou outro “pregador” invectivar os “judeus de Belmonte”, culpando-os da sua génese.

Inconcebível com o Concílio Vaticano II a decorrer.

Tanta ignorância.

Seia e uma água que jorra da Serra

A pouco mais de 300 kms. para sul, na encosta atlântica dos Montes Hermínios, Serra de Estrela, Golan cósmico e paternal das Beiras, Adamastor granítico.

São Cristovo de Cea, gallega prima da ciudad serrana da hermínica lusitânia.

as palavras

As palavras deviam ser vendidas ao quilo.

Baratas, sem imposto de circulação e em saquinhos de plástico biodegradável ao alcance de todos sem excepção.

Protegidas por lei e obrigatoriamente bem escritas.
Meias-palavras nunca.

Se e só se usadas no contexto concreto de um texto concreto sobre a forma de concretizar um texto.

As palavras faladas, ditas, sublinhadas ou não, por políticos, deviam ser alvo de uma apertada vigilância dos Polícias das Palavras, dos Guardas dos Vocábulos, Frades dos Adjectivos e Sentinelas dos Verbos.

A Comissão Nacional da Pontuação, com poderes absolutos fiscalizadores sobre a pontuação das palavras proferidas por políticos, devia interagir com os Levitas dos Advérbios e Pronomes castigando os políticos faltosos, nomeadamente, com a pena de degredo nos Montanhas do Afeganistão por tempo indeterminado, sem preparos especiais.

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Olá mundo!

Posted On Novembro 24, 2007

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Bem-vindos a este blog.

Vamos buscar o blog “fonte das 4 bicas” que caiu nas mãos de um grupo de revisionistas ligado a forças retrógradas de saudosistas de passados de rampas ideológicas descredibilizadas por força das actuais circunstâncias.

A cidade que serve de tema para o blog das “fontes” de inspiração é uma antiga aldeia galega que “voou” no século X (e.c.) para o sopé da Serra da Estrela, o Hermínio hersínico, granítico e emblemático cuja força interior se desconhece, despenhando-se num caudal de palavras jogadas pela arriba atlântica. Sem fim.

Curiosamente sou o único sobrevivente dessa aldeia.