Coimbra, sempre uma lição
Tema esgotado; artigos e corolários imensos de todas as matérias, ciências vivas entre as notas vibrantes de acordes de guitarra da canção de Coimbra.
Sombras de sons acordando Trindade Coelho da sua longa travessia pelas mentes mais ousadas neste e naquele in illo tempore escondidas atrás de cortinas políticas empenhadas em viver na Verdade.
Um reflexo quando encaro o Sol deste Outono de enganos e uma sintonia da desfolhada eterna: guitarras soando em afinações constantes antes da morte.
fonte das 4 bicas
Deve ter sido construída no Séc. XIX.Pouco importa. As suas 4 bicas representam os 4 pontos cardeais.
A bica norte é geralmente a mais usada. Todos ali bebem a qualquer hora do dia. É a bica de passagem para os altos contrafortes da terra.
A bica sul é a mais privilegiada: moçoilas casadoiras debruçavam sobre ela os seios alvos, cativos de promessas vãs e os lábios beijavam a bica quando se dessedentavam. Mais escondida à noite é a bica dos segredos sussurrados entre dois ”mimos” de água pura.
A bica nascente é talvez a mais pura e a menos usada. Não se sabe porquê mas normalmente serve para lavar as mãos, os rostos, braços, pés…
A bica poente é a mais solitária. Ao fim da tarde é paragem obrigatória de vigaristas, burlões, falsários, trastes políticos, compadres…
Novembro 25, 2007
Novembro 24, 2007