as palavras

As palavras deviam ser vendidas ao quilo.

Baratas, sem imposto de circulação e em saquinhos de plástico biodegradável ao alcance de todos sem excepção.

Protegidas por lei e obrigatoriamente bem escritas.
Meias-palavras nunca.

Se e só se usadas no contexto concreto de um texto concreto sobre a forma de concretizar um texto.

As palavras faladas, ditas, sublinhadas ou não, por políticos, deviam ser alvo de uma apertada vigilância dos Polícias das Palavras, dos Guardas dos Vocábulos, Frades dos Adjectivos e Sentinelas dos Verbos.

A Comissão Nacional da Pontuação, com poderes absolutos fiscalizadores sobre a pontuação das palavras proferidas por políticos, devia interagir com os Levitas dos Advérbios e Pronomes castigando os políticos faltosos, nomeadamente, com a pena de degredo nos Montanhas do Afeganistão por tempo indeterminado, sem preparos especiais.

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